As boas práticas de fabricação de uma empresa devem ter como exemplo o manual de exigências com padrões internacionais de higiene; entenda porque o BPF é tão importante

O manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF) é um documento imprescindível que carrega todos os procedimentos e operações que devem ser aplicados pelos estabelecimentos do ramo alimentício. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é o órgão emissor do manual concedido exclusivamente ao estabelecimento determinado, sendo assim cada lugar deve obter seu próprio manual BPF de acordo com sua própria estruturação.

Basicamente, o manual BPF dispõe de medidas de organização e higiene, envolvendo diversos procedimentos desde a utilização de maquinários, estrutura física, armazenamento, controle ambiental, controle de pragas até a saúde dos colaboradores, tudo para garantir a segurança e qualidade dos alimentos. Sem este manual fica impossível obter a liberação de funcionamento por parte da Anvisa. Multas, interdições ou até mesmo o fechamento da empresa são os riscos concedidos aos que não cumprirem com a regulamentação oficial do órgão de vigilância sanitária.

Para manter-se atrativo no mercado, apenas ações de marketing e publicidade não garantem que o sucesso do seu negócio decole, é preciso estar regularizado e em dia com este sistema, assim manter-se nos padrões de qualidade intensifica a credibilidade do seu empreendimento perante a sociedade. O manual BPF deve ser fiel a estrutura física do local, tendo em vista que deve ser atualizado com a frequência mínima de uma vez ao ano.

Implementando este documento à sua empresa possibilita ter vantagens sobre a concorrência, logo, é possível identificar a diminuição de acidentes de trabalho, controle dos desperdícios de matérias-primas, como água, luz, energia, aperfeiçoamento da estruturação, beneficia o treinamento à novos funcionários, gera confiança no consumidor, além de aumentar as vendas e a validade dos produtos.

Não existe modelo pronto. Um profissional técnico em segurança de alimento deve ser exigido para elaboração do manual e, consequentemente, atender todas as legislações necessárias garantindo o funcionamento da produção local e preparando-a para futuras visitas de fiscalização.

Ter a certeza de que todos os funcionários estão cientes de suas funções é fundamentável, exatamente por isso, caso haja dúvidas, todos os colaboradores podem consultar o manual, sendo este o guia da empresa. Nele o colaborador compreenderá melhor sua função, métodos de higiene pessoal e do ambiente de trabalho, uniformes e quais equipamentos de segurança de trabalho (EPIs) devem ser utilizados.

Outros documentos exigidos pela Anvisa a fim de obter o desempenho correto dos processos e operações da empresa, os Procedimentos Operacionais Padrões (POPs) são anexos ao manual BPF que descrevem detalhadamente as operações necessárias na empresa, contendo itens que, segundo a Anvisa, são “procedimentos escritos de forma objetiva que estabelecem instruções sequenciais para a realização de operações rotineiras e específicas” dentro do estabelecimento, ou seja, possuindo este documento as etapas são regularmente executadas de maneira correta, propiciando resultados muito mais uniformes.

Proprietário ou funcionário, é de interesse do responsável pelas atividades de manipulação de alimentos participar da elaboração desses documentos garantindo que estejam de acordo com as exigências das legislações.

A Cetro conta uma imensa variedade de equipamentos para pequenas, médias e grandes produções, com capacidade para atender diversos segmentos no mercado. Portanto, ao adquirir alguma máquina para sua empresa, seja iniciante ou para alavancar seus negócios, certifique-se de estar dentro das normas exigidas por lei de acordo com os órgãos competentes.

A procura por alimentos saudáveis e nutritivos está cada vez maior e se tornou muito comum entre pessoas que optam por manter uma dieta saudável e sem aditivos químicos, agrotóxicos ou ingredientes que possam prejudicar de alguma forma o seu corpo. Apesar de existir uma grande procura por estes alimentos, a rotulagem dos produtos passou a ser um item indispensável no meio de comunicação entre o próprio produto e o consumidor. O rótulo tornou-se uma estratégia de marketing feroz a fim de conquistar o público, efetuar mais vendas e fidelizar cada vez mais os clientes.

O que diz a lei

É importante saber que se entende por rótulo todo elemento escrito ou gráfico, colado ou impresso sobre a embalagem, contendo, também, informações obrigatórias pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 259, do ano de 2002. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária salienta que nas rotulagens propostas pelas empresas de alimentos é necessário conter lista de ingredientes, origem, alergênicos, lote, validade, conteúdo líquido, instruções de preparo ou uso e informação nutricional.

Este último item possui uma importância que pode gerar o diferencial valor do produto, visto que, apesar de muito informativo, a Anvisa dispensa a obrigatoriedade em alguns itens, como: águas minerais, vinagres, aditivos alimentares, sal de cozinha, especiarias, frutas e vegetais in natura, produtos medidos previamente como queijos, carnes e salames, café, erva mate e chá sem adição de açúcar.

Fora essas exceções, a tabela nutricional é obrigatória conforme a RDC nº360 de 2003, podendo conter percentual de valores diários, valor energético, carboidratos, proteínas, porções, fibra alimentar e gordura trans, saturada e total. Portanto a tabela nutricional ou informação nutricional não é a mesma coisa que o rótulo, apesar de estarem sempre juntos em muitas embalagens.

Seja objetivo

Informar ao consumidor o que de fato ele está ingerindo conforme a tabela nutricional entregará muito mais valor se comparado a produtos que não utilizam essa rotulagem, além disso um alimento ou bebida com essas informações certifica de que o produtor segue as regulamentações da Anvisa, guiando o consumidor a conhecer sua marca, tornando a transparência um diferencial.

Claro, há um problema em não trabalhar a parte visual do seu rótulo, isso pode causar uma certa falta de interesse do consumidor pelo seu produto, que ao visualizá-lo, inconscientemente entende que o conteúdo do rótulo pode ser não tão bom quanto o próprio, levando o consumidor a produtos concorrente, e não é isso que queremos.

A Cetro tem o que você precisa

A Cetro detém uma série de rotuladoras que são indispensáveis em qualquer linha de produção e facilitam a divulgação da marca e distribuição do produto no mercado, tornando-o único. Rotuladoras automáticas, como a Rotuladora de Frascos Cilíndricos de Bancada CALM T te ajudam a aumentar a produtividade e elevam o padrão de qualidade. Esta rotuladora é compatível com diversos tipos de frascos de forma totalmente automática, possui sistema CLP capaz de gerenciar todo o funcionamento da máquina de forma precisa e podendo rotular de 50 a 200 frascos por minuto.

A linha semiautomática consiste em unir a praticidade com o bom desempenho para gerar uma produtividade consistente, como a Rotuladora Semiautomática com Datador que trabalha com embalagens cilíndricas de diversos tipos de materiais, podendo rotular até 30 embalagens por minuto e rótulos de até 133 milímetros, sendo possível datar na mesma operação utilizando o sistema hot stamping por termo transferência, garantindo uma data inviolável.

São inúmeras opções de rotuladoras que você pode encontrar no site da Cetro. A Rotuladora Automática de Superfície Plana de Bancada é uma das rotuladoras mais completas no mercado. Ideal para bancadas, é uma máquina potente, automática, confeccionada em INOX e altamente tecnológica. Além aceitar diversos tipos e tamanhos de superfícies planas e não cilíndricas, é capaz de rotular até 150 superfícies por minuto. É possível acompanhar todo o processo através do painel touch screen garantindo alta capacidade produtiva em um curto período.

Um dos assuntos mais importantes e que causa dezenas de milhares de mortes todos os anos, a contaminação cruzada preocupa organizações mundiais, como a ONU e a OMS. O impacto causado pela gigante leva de alimentos contaminados por vírus, bactérias, parasitas, toxinas e produtos químicos acarreta a morte de mais de 400 mil pessoas no mundo, além de sobrecarregar sistemas de saúde, comércio e turismo. A ONU considera que em cada etapa da cadeia alimentar deve ser levada em consideração a segurança alimentar, desde a produção até o consumo.

Como a contaminação pode ocorrer?

A contaminação cruzada pode ocorrer diretamente ou indiretamente, sendo ela necessariamente ligada a falta de higiene de utensílios utilizados na manipulação dos alimentos ou até mesmo pela contaminação de um alimento através de outro.

 Entende-se como contaminação cruzada direta quando um alimento contaminado por algum tipo de microrganismo patogênico entra em contato com um alimento “saudável”, logo, todos os alimentos armazenados no mesmo recipiente estarão infectados. A contaminação indireta ocorre quando há má higienização de utensílios de cozinha para alimentos crus e cozidos, assim como falta de higienização das mãos de quem os manipula.

De acordo com a OMS, cerca de 25 % de todos os surtos causados pelas doenças transmitidas por alimentos (TDAs) estão relacionados à contaminação cruzada dos alimentos, seja por falta de higienização das mãos, infecção de equipamentos ou utensílios e conservação inadequada de alimentos. Apesar de eventos trágicos como estes, há maneiras de evitar que ocorra o contágio por esses transmissores.

As principais agências responsáveis pelo controle de segurança alimentar no Brasil, hoje, são o Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPAs). Assim como instauração de normas e da realização de fiscalizações, esses órgãos estabelecem diretrizes para auxiliar na prevenção da contaminação cruzada.

Como prevenir?

Algumas das principais boas práticas para prevenir a contaminação cruzada incluem formas seguras de preparar os alimentos, de acordo com a  RDC 216/2004 da ANVISA. Para assegurar uma boa preparação de alimentos deve-se usar critérios rigorosos de avaliação ao selecionar fornecedores de matérias-primas, ingredientes e embalagens.

Os insumos devem ser transportados e recebidos em condições adequadas de higiene e conservação, passando por inspeções ao entrarem no local de estocagem. Devem ser notadas as condições das embalagens e a validade dos elementos. É preciso ter cautela para que neste processo algum insumo não acabe contaminando produtos já preparados.

O local de estocagem de ingredientes e embalagens deve ser limpo e organizado, sendo identificados corretamente, respeitando o prazo de validade. Outro fator dessa etapa é condição de temperatura ideal, umidade e procedimentos adequados para controle de fungos, vírus e bactérias, impedindo, também, o desenvolvimento e proliferação de outras doenças.

A água potável deve ser utilizada e seu reservatório deve ser revestido por materiais que não prejudiquem sua qualidade, além de não possuir rachaduras ou danos, sendo limpo e respeitando o prazo máximo de seis meses.

O cuidado com o descarte

É determinante separar as lixeiras com identificação conforme o tipo de resíduo, acionamento sem contato manual e alocadas em local fechado distante da área de armazenamento dos alimentos, consequentemente evitando, além de uma possível contaminação cruzada por fungos, vírus e bactérias, como também o surgimento de pragas urbanas como ratos, baratas, moscas etc. É de suma importância o comprometimento dos funcionários com noções de higiene pessoal e materiais de trabalho.

Uniformes devem ser preservados, trocados e limpos, além de não utilizá-los em locais que não sejam o local de exigido. Mãos constantemente higienizadas, unhas curtas, cabelos presos e protegidos, não manipular objetos sem relação com o serviço, falar sem necessidade… são algumas das recomendações do órgão brasileiro que fiscaliza as condições sanitárias de estabelecimentos de todo o Brasil.

São muitas as maneiras corretas para se evitar a contaminação cruzada no ramo alimentício brasileiro e no mundo, tanto em grandes indústrias, quanto em restaurantes e até em casa. É preciso estar atualizado a todas as medidas dos órgãos regularizadores a fim de evitar este tipo de contaminação.

Somente colocando todos estes procedimentos em prática a saúde do consumidor será preservada, fidelizando clientes e evitando problemas por descuidos na hora do preparo de alimentos.